domingo, 28 de julho de 2013

O ódio não é o oposto do amor, o ódio é amor doente, o oposto do amor é a indiferença.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

domingo, 21 de julho de 2013


Quando se comete um erro, tentar consertá-lo é a pior coisa que se pode fazer.
As vezes descobrimos que não somos pessoas tão boas quanto imaginamos ser. E que estragamos a felicidade de pessoas que não mereceriam ter passado pelo nosso caminho torto.
Eu queria te fazer feliz, esse era o meu plano principal, mas talvez eu não seja capaz disso. 
Talvez eu tenha entrado na sua vida pra te causar mais uma decepção, mas eu me recuso.
Me recuso a continuar sendo um mal para você. Entendo a sua raiva de mim. Entendo que não queira mais chegar perto, no seu lugar eu faria o mesmo. 
Eu sinto muito.


O Silêncio é outra coisa que preciso aprender, sou tão falha.
Quando a gente silencia, a gente pensa. E quando a gente pensa, a gente não faz merda.
O surto espontâneo me faz um mal enorme, e eu mal consigo me conter. Se eu aprendesse a arte de silenciar, não me deixava tão a mercê.
"Ficar louco de vez em quando, é necessidade básica para permanecer são" - Osho.
Não deve ser possível. Já que se perde tanto quando fica-se louco.
Eu daria, qualquer coisa, pelo meu silêncio, se fosse possível.

sábado, 20 de julho de 2013


A espera detesta, esperar é perda de vida.
A espera é dor inevitável, no mínimo, quando você espera a alegria de retorno satisfatório será mansa, mas na verdade a decepção é quase certa.
Quando você espera, o mundo pára, e as horas vão passando destemidamente devagar.
Ouve-se a respiração, sente-se o bater da agonia no peito, e cada piscada de olho te mostra mais covarde.
Quando você espera, anula todas as possibilidades de pulso, de sentido e tato.
Você espera e fica injustamente invisível.
Você espera, o momento pausa, silencia, entonteia e cansa.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

....ao abismo

Acordei medrosa e perdida, temo que a geração que vai as ruas, esteja na verdade mais perdida do que todas as outras gerações da história.

Eu não tenho a mínima formação social e política, e hoje tenho a consciência - na verdade uma pequena consciência - do quanto isso pode ser perigoso.

As pessoas estão saindo às ruas, formaram-se manifestações com milhões de pessoas pelo Brasil todo, e ninguém entende o porque, as pessoas estão colocando a sua cara na rua de forma burra, e ouço boatos aqui e ali que isso pode fazer com que grandes desgraças aconteçam.

Eu raramente entendo o que essas pessoas dizem, as palavras quase nunca fazem parte do meu vocabulário, mas eu tenho um sentimento que realmente algo muito ruim pode acontecer.

Falam sobre Golpe Militar, Golpe Anarquista, Vandalismo, Estabelecimento, Cooptação, Comunismo, Marxistas, Grupo de Esquerda, Grupo de Direita, e me vejo como parte da massa manipulada por tudo isso. 

Me sinto como uma peça qualquer de um jogo de estratégia, e vejo que a grande maioria das pessoas sequer sabem o que está acontecendo.

Me desespero, enquanto me perco no meio desse bombardeio de informações hora úteis, hora ridiculos, hora burros, hora manipuladores.

Do otimismo...

Com tudo o que está acontecendo no país, é a primeira vez que me sinto no dever de saber o que se passa, nunca tive a concepção de que eu precisasse estar a par do que acontece, acreditei que as coisas caminhariam por si, tendo eu ou não opinião do rumo que deveriam tomar. 
Contudo, é negligente demais ficar iminente em opiniões rasas quando os jovens, como eu, mobilizaram tanta gente em prol do que acreditam.
Cientes ou não do que estavam fazendo, chamaram a atenção de pessoas como eu, que sempre estive preocupada em construir o meu futuro, formação, carreira, família e que nunca me dei conta que as questões políticas e sociais estão ligadas a isso diretamente. 
Demorei algum tempo, mas hoje sei, que eu não posso deixar que outras pessoas tomem as decisões por mim e que meu voto seja o reflexo de uma opinião rasa formada pelos fragmentos que poucas vezes dei atenção.
Me sinto confusa e perdida, é claro. Já que são 500 anos de história, contextos, reações, mentiras, ideologias que devem ser levadas em consideração na hora de se formar uma opinião atual e futura.
Mas resolvi começar, e não tem melhor maneira de aprender do que ver os fatos, então fui até a reunião proposta - eu ainda não sei exatamente por quem - para fazer a manifestação aqui em Ribeirão na próxima quinta-feira.
Cheguei ao coreto da Praça XV, e não vi nenhuma movimentação, fiquei perdida, “talvez as pessoas estivessem atrasadas?”. Fui andando para ver se achava algum fluxo pra seguir e chegar às pessoas que tinham 'convocado' a reunião, vi um casal, a moça carregava uma cartolina dobrada, onde dava pra ver o escrito "#vem", estranhei, "hoje não era a reunião?". 
Bom, fui atrás deles, tímida e com uma indagação contínua: "será que eu deveria mesmo estar aqui?", pensei isso o caminho todo, mas insisti, ouvi várias pessoas gritando juntas, na TV e internet chamam isso de 'palavras de ordem', acho que é a mesma coisa, mas eu estava longe ainda, só ouvia um coro baixo, cheguei à esplanada do Pedro II, muitas pessoas, não sou boa de estimativas, mas pelos comentários tinha por volta de 300 a 400 pessoas, "O que é isso? E eu achando que ia encontrar umas 20 pessoas impondo o que seria feito”.
O que eu encontrei? 
Ânimos exaltados, a maioria jovens ansiosos por gritar e fazer parte de um movimento tão grande. Mas ali tinha todo tipo de gente, senhoras, casais, estudantes do ensino médio, gay, advogado, catador de papelão, gente de partido político, mendigo, integrante do MST, oportunista, candidato a prefeito da cidade na eleição passada, candidato à vereador se aproveitando da situação, estudantes de filosofia, de biologia, aprendiz de comunista, gente que detesta a bandeira brasileira, gente que acha aquele circo todo uma palhaçada, playboy que foi pra lá achando que ia descontar toda a sua raiva sem causa em alguma manifestação violenta, playboy que estava, assim como eu, tentando entender tudo isso que está acontecendo nos últimos tempos, professor da escola publica da cidade preocupado com o rumo das coisas e defendendo a defesa pela educação, rappers, "peões" como se intitulou um dos homens que defendeu a manifestação pelo transporte de ônibus. E vi jovens engajados, que mesmo com todo o furdunço e em meio a gritos eufóricos conseguiram levar a reunião para um objetivo coerente e democrático (pelo bem da minha esperança), embora a paciência ficasse a ponto de explodir com as insanidades ditas, vez ou outra.
Os jovens que começaram essas manifestações no Brasil, injetaram energia e coragem nas pessoas, e elas estão soltando a torto e a direito as opiniões rasas que tinham sobre tudo, não condeno, é natural, é difícil controlar a euforia, todo mundo quer participar, e no fundo, quase ninguém sabe exatamente por que está lá, mas foram e ouviram as outras opiniões, ouviram relatos, discutiram, ponderaram e votaram no que acreditavam.
Uma parcela muito pequena, mas muito pequena mesmo, me pareceu intransigente, acreditando cegamente em uma opinião mal pensada.
Provavelmente, depois que essa festa bonita acabar perca-se mais da metade das pessoas que aderiram ao movimento de forma direta, mas com toda certeza, isso tudo mudou a minha concepção de relação entre indivíduo e sociedade. 
Quinta eu vou também, se você vai, pense no motivo de estar indo e não se deixe manipular por qualquer sinal mínimo de esperteza alheia, pense, questione, converse, esse é o caminho.
Eu não posso defender uma suposta opinião a ferro e fogo, eu ainda não sei qual é o ferro e nem qual é o fogo.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Quem foi que disse que dessa geração não se saia nada?
Quem foi que disse que só passaríamos pela história?
É a minha geração! É a minha geração, fazendo a diferença na música e na cultura dessa cidade.
É a minha geração lotando as ruas de grandes cidades e lutando por seus direitos.
É a minha geração que uniu a geração mais velha e a geração mais nova em protesto.
São as nossas gerações fazendo a diferença nesse país através dos meios que estão em nossas mãos. 
São as nossas gerações de idealistas e heróis que vieram, antes fantasiados de 0s e 1s e agora enfrentam às consequências e nos mostram em que país vivemos.
São as nossas gerações juntas, dessa vez, que trazem esperança às gerações que estão por vir!
E eu, em minha ilusão cabida e conformada, acreditei que vivêssemos em um país livre.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vejo mais os solteiros reclamando do dia dos namorados do que os namorados fazendo as suas declarações.
Talvez essa inconformidade de estar sozinho faça com que não se perceba o que na verdade se perde.
Todos nós, solteiros, casados, amigos, namorados estamos enamorados, e isso talvez não tenha a ver com a aliança de compromisso.
Todos namoramos: uma pessoa,  uma arte,  uma causa, uma música, um dia que está por vir, há que namore a vida, a dança, um livro, uma saudade, uma lembrança.
Para hoje, o meu desejo é que todos percebam que na vida cabe tanta coisa que devemos nos apaixonar por muitas possibilidades.
Feliz dia dos namorados para você que se apaixona todo dia pelo que faz seus olhos brilharem!

terça-feira, 11 de junho de 2013

“Caí em meu patético período de desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligam, se cansam, eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser bom com os outros, muitas vezes tenho a alma reduzida a uma espécie de pasta espiritual. Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles são broncos demais para perceber que não estou mais ali.” Charles Bukowski

segunda-feira, 10 de junho de 2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

"Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você". - Veronica Heiss
Sabe, talvez a gente tenha é que levar a vida mesmo. 
É quando a gente leva a vida que as coisas acontecem como tem que acontecer, e a gente fica sem a exaustão de ter que controlar as coisas para ser feliz.
Levando a vida, a felicidade aparece, plena e pequena, como um cafuné.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Eles mentiram...

Me ensinaram que brigar era ruim.
Me ensinaram que não se devia beber ou fumar.
Me disseram que as minhas companias fariam a minha personalidade para as pessoas distantes.
Me disseram que se eu fosse pintar o cabelo, eu deveria aguentar as consequências.
Me ensinaram a ser responsável e fazer as tarefas que fossem incumbidas a mim.
Criticaram a minha postura masculina, a minha forma de andar arrastando o chinelo no chão e o meu jeito de sentar.
Eles gostam do Ballet, mas eu gosto mesmo é de Street Dance.
Eles não gostam de BBoy.
E não gostam de Hip Hop.
Me ensinaram a respeitar.
Me ensinaram a não gritar.
Me ensinaram a não colocar o dedo na tomada.
Me ensinaram a tirar boas notas.
Me ensinaram a abaixar a cabeça e a obedecer.
Como uma boa garota eu aprendi, obedeci e me policiei.
Aí eles me disseram que não importa o que você queira ser, você tem que ser você.
Gritaram e Brigaram como se eu não estivesse lá.
Disseram que não importa com quem se anda, temos que ser nós mesmos.
Disseram que cada um devia usar o cabelo que quisesse.
Disseram que eu poderia largar tudo o que contruí.
Criticam a minha postura feminina que passa batom rosa e usa salto alto.
Eles gostam de Skate e do 'Rap dos meninos'
Não respeitam uns aos outros.
Tem orgulho da desobediência de se colocar o dedo na tomada.
Não ligam a mínima para as boas notas.
E Dizem que não se pode abaixar a cabeça.
Eles tem orgulho do errado, vibram com as linha tortas, e eu nunca descobri porque me ensinaram a ser tão perfeita.
Acho que aprendi tudo, menos a principal de todas a lições: Desobedecer, era isso que eles queriam, que eu desobedecesse!
Eu sou a ovelha negra da família do lado avesso, sou careta demais para eles.
E eles nem sonham o mau que me fizeram!

Ainda não é... mas o texto é deveras lindo!

"... Era o dia seguinte. O dia depois do sonho ruim, que durou anos. O dia seguinte da minha saída da sala de eterna espera, da desistência de ser atendida. Era o dia depois de amanhã, depois do amanhã que nunca chegava. Acordei nesse dia, simples assim. Com o sol entrando pela janela e clareando toda os medos embaixo da cama, com o vento levando toda a sujeira embaixo do tapete. Era o dia do recomeço, do começo do fim e do resto da minha vida. Da minha paz. Dormi, como sempre, esperando que tudo passasse e nessa noite realmente passou. Acordei sem sangue, sem curativo, com uma pequena cicatriz. Pude levantar sem algemas, lavar o rosto sem maquiagem, olhar pra trás sem sentir dor. Era data de faxina, apagar fotos, jogar fora cartas, me livrar de qualquer prova que pudesse ser usada contra mim num dia banal de saudade. Exclui telefones, fiz questão de esquecer datas. Não tinha pontada no estômago, preocupação, agonia, arrependimento. Tava tão vazia, que não sai andando, flutuei. Bom dia, mundo. E os olhos doeram, como quem passa anos numa caverna escura e, de repente, tem contato com a luz. Mas logo se acostumaram, com um alívio de quem volta a ver. Como quem volta a reparar nas flores. Flores que você nunca me deu. Lembro e sorrio, pensando no meu “Te ligo!” e em como isso nunca aconteceu. Gangorra me enjoa e pra não vomitar, te deixo sozinho, brincando de castigo com alguém nunca melhor do que eu. Vê se não fica triste, porque toda a solidão que existe nunca vai superar todo o tempo que você me enlouqueceu. Fica bem, fica sem, porque acabou o jogo, camisa de força pra mim já virou roupa básica e decorei todas as suas desculpas clássicas, pra te deixar esperando até o fim. Sou louca, livre, sou minha e hoje é o dia de viver pra mim. "  (M.F)

sábado, 18 de maio de 2013


Todos são iguais! E não, não é pela camiseta que entregaram na entrada.
Todos tem o mesmo corte de cabelo, a mesma cara, o mesmo modelo de óculos e a mesma marca de bermuda.
Todas elas tem o mesmo tom de loiro no cabelo, o mesmo comprimento de saia e dessem à mesma distancia ao chão.
O cheiro é o mesmo em todos os ambientes, todo mundo sorri do mesmo jeito, e as cantadas também são iguais.
Usam a mesma frase e fazem o mesmo trejeito para todos aqueles trechos de música.
Eles tem os passos iguais e usam sempre o modelo do carro para impressionar o mesmo tipo de garota.
Todos elogiam a mesma coisa, e todo mundo faz os mesmos comentários.
Todos tem Android e invejam quem tem Iphone, estão todos nas mídias sociais mostrando pra quem quer que seja o quanto a festa está boa, e é por isso mesmo que perdem tanto tempo postando as fotos, e se maquiando, e cortando a camiseta. Sim! É uma ótima festa! Deve ser tão cara!
"Meu pai tem 56 empresas em ribeirão!" "Eu sou dona do posto da rua Cilhana" "Meu nome é Beltrana e fui para Cancum nas últimas férias". 
Tinha Churros e ninguém viu, era circo e não tinha palhaço, tocaram 5 vezes a mesma música e todos fingiam estar empolgados como a primeira vez. 
Não importa o que se tem, para onde se foi, quem se quer impressionar, todos são a mesma pessoa irritantemente previsível.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Que vontade absurda de viver! É como tomar tequila, sinto o peito aberto, como se eu tivesse em mim todo o amor do mundo.
Talvez eu possa voar.
Não é preciso abandonar tudo para seguir em frente, nem é necessário se forçar a esquecer o que foi compartilhado, temos essa mania irracional de tentar ignorar o que nos faz lembrar do que passou, mas é inevitável, certas coisas sempre marcam, não dá pra abrir mão da bolacha de leite maltado e do conhaque para sarar a garganta.

terça-feira, 14 de maio de 2013

"Se ao menos pudesse voltar a ser tão distraída, a sentir tanto amor sem saber."
"Coragem, a Terra está rodando; vosso mal terá cura. E se não tiver, refleti que no fim todos passam e tudo passa; o fim é um grande sossego e um imenso perdão."
Rubem Braga
"Ela é solteira. Não sozinha. Ela pinta as unhas de vermelho quando quer. Mas, também, sabe deixar as unhas em cacos quando dá vontade. Esbanja esquisitices ao falar dos seriados prediletos. E se cala quando o assunto é sobre o porquê dela não ter namorado.  
Ela usa vestidos de tricô, daqueles clichês para tomar chá quando o tempo é frio. E bebe cervejas em canecas, como homens pré-históricos. Ela ri de palavrões e de piadas de humor negro. Mas, também, se derrete mais do que picolé em frigideira quando recebe um SMS romântico de madrugada. Mas por que não namora? 
Ela acorda, escova os dentes de quem já usou aparelho, toma chocolate quente, se arruma e vai trabalhar. Prefere usar preto. Mas desbanca qualquer havaiana bonita quando inova em alguma vestimenta cheia de flores coloridas. Ela é linda e desconversa. Fala do tempo, do futebol, da novela, da mãe, da crise do Paraguai e do Joseph Gordon-Levitt. Mas por que tu não namoras?

Quando o assunto é sexo, ela fala menos do que escuta. Escuta com os ouvidos, com os olhos, com a boca e com os pêlos da coxa. Transa menos do que deseja. E sabe esconder alguma aspirante a Sônia Braga dentro daquele decote comportado. Ela curte os Beatles, os Novos Baianos, Caetano e o Cícero. E fala que eu tenho péssimo tom de voz. Lê Caio, Keroauc, Fante e Gabito. Mas diz que, também, gosta das minhas histórias.

É estranha, também. Assumo. Corta o cabelo de acordo com as fases da lua e gosta de comer macarrão com feijão. Gosta de umas bandas que ninguém conhece e chora com as histórias do Nicholas Sparks. Liga o ar condicionado porque gosta de dormir sentindo frio e acaba repousando feito uma esquimó com meias e edredom. Uma linda esquimó, por sinal. Não sabe usar o celular. Costuma atender as ligações somente após a quarta tentativa de chamada. Não, ela não ignora. Ela perde tempo é procurando o celular na bolsa, debaixo da cama ou na pia do banheiro. Mas, vez em quando, ela sabe ignorar também. Não sabe dançar. Recusa os convites, mas adora ser convidada. Odeia batom e gosta de brincos de pena.

Mas por que ninguém conseguiu ultrapassar esse muro de Berlim que você ergueu no teu peito? Ela desconversa. Ri de canto de boca e me pergunta se eu fumo tentando desviar o assunto pra longe. Eu insisto. Falo coisas demodês e jogo no ar o fato de que eu a acho perfeita. Ela empina o nariz fino, me lança seus olhos verdes escuro e ajeita-se sobre a mesa. Muda o tom e me fala: “Porque eu não quero”. E eu rio sem graça da minha maldita ideia de achar que todo mundo quer ter alguém para dividir os brownies."
       Hugo Rodrigues  
"Me vinha a sensação de que o mundo era enorme, cheio de coisas desconhecidas. Boas nem más. Coisas soltas feito aqueles reflexos e sombras metidos no meio de outras coisas, como se nem existissem, esperando só a hora da gente ficar ofuscado para sair flutuando no meio do que se podia tocar. Assim: dentro do que se podia tocar, escondido, vivia também o que só era visível quando o olho ficava tão imundado de luz que enxergava esse invisível no meio do tocável. Eu não sabia". (Caio Fernando de Abreu)

Só me falta o desapego para tanto...

"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros.
De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento.
Ser novo."

domingo, 12 de maio de 2013

"Fique receptiva, quem sabe o céu pode se abrir..." (O Encontro Marcado)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Eu chego a conclusão que a minha doçura me fere, ela me fere quando não é correspondida e muito mais quando é respondida com os espinhos alheios, foi assim que cheguei até aqui, foi assim. Eu ainda choro quando as pessoas não conseguem entender a sensibilidade que sempre me foi tão criticada, elas estragam dia a dia todas as cores, todo o amor e toda a bondade que tenho no coração.
Não as culpo, é um ciclo, elas foram feridas e se tornaram o que eu estou me tornando também, ríspida e rasa.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Eu já fui intensa, eu já chorei em público, já berrei aos sete ventos o que sentia, já fui transparente  autêntica, conseguia ser feliz ao extremo da euforia, mas a gente paga um preço alto demais por ser assim, então tentei deixar de pagar o preço e sem perceber fui ficando rasa, sem chorar livremente na frente de todo mundo, mas sem rir verdadeiramente também.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Na verdade não sei se estou bem como digo a alguns, nem tão mau como confesso para outros, eu mesma não sei explicar o que se passa, eu nunca soube. Eu fui o que dava para ser  e agora eu nem sei mais quando sofro.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Sabe, eu estava pensando, você disse que eu fui seu futuro e disse até que eu não deveria ter sido.
E o seu presente? Eu não devia ter sido seu futuro, eu devia ter sido o seu presente, você foi o meu durante um bom tempo, e foi tão bom, e agora pensando, eu sabia que tinha que esperar o futuro chegar pra você poder ser feliz de novo, só que o futuro demora muito, eu queria o presente, e no presente, quase nada acontecia, no presente você estava triste, no presente você tinha a vida para arrumar, no presente você não poderia me dar o presente que queria me dar no futuro, mas eu não tinha tempo pra esperar, eu sempre quero que tudo aconteça agora, mas você tinha muita coisa pra fazer antes, aí eu fui.
Tem gente que tem o dom da leveza e felicidade né? Tem gente que emana a esperança da vida, tem gente que te liberta, tem gente que te dá uma força enorme sem nem saber.
Hoje eu acordei melhor, não chorei antes de dormir, angustia seria o nome, um amigo me fez dar muitas risadas ontem e isso me fez um pouco mais leve, senti medo enquanto ria, mas passou, um outro muito querido tem me ajudado também, ele sofre pelo mesmo penar, e ouvir ele contar suas dores me faz esquecer um pouco das minhas.
Eu vou levando a vida, uma hora a vida me leva.

segunda-feira, 29 de abril de 2013


Como foi difícil entrar aqui, como é difícil estar no lugar que acompanhou tudo acontecer, me lembrei do meu primeiro dia, passei pelo mesmo corredor que passo há dois anos e me lembrei do primeiro dia, o meu coração na mão com medo de te encontrar aqui e não saber o que fazer, ainda era horário de verão estava calor e era dia, foi um dia importante pra mim. Sai de um corredor estreito que cortava caminho e deparei com você, que me deu um sorriso largo com brilho nos olhos, no caminho de casa resolvi deixar um presente: um chocolate em  junto com um bilhete que dizia: Para o professor mais lindo do mundo. - me lembro.
Tenho que segurar o choro agora a aula vai começar.
aí ouço você dizer... "Mais não! Mas!
Me lembrei que um dia te disse que se tudo desse errado eu quereria ter você na minha vida, mesmo que tivesse que ser a sua madrinha de casamento, mas me desculpe, vejo que sou incapaz de estar por perto sem te ter comigo.
Penso que o fim da tarde é o mais difícil, e lembro que a gente nunca se encontrava nos finais de tarde, mas o fim do dia trás a sensação estranha de ter para onde voltar, além de trazer o medo da noite e eu me lembro que a noite será ainda mais cruel.

E aí você me manda um link de alguma coisa qualquer que achou interessante, e penso se abro ou não, se dou corda ao assunto, e resolvo dar, o problema é que o assunto acaba, e aí eu puxo outro e outro, como se fosse um vício iminente e tento te trazer de volta a cada palavra banal que a gente diga, e é quando eu me percebo tão ridícula, e vejo que imploro encarecidamente e ridiculamente em vão, você já se foi.
Vai ser longo, vai ser um longo caminho de abrir a sua janela e fechar, e abrir e fechar, vai ser um longo caminho de pensar no que a gente poderia ter sido e não foi, e de pensar que a culpa foi minha, que deixei o maior diamante que já ganhei ir embora, vão ser tantos choros gritados e tantos choros presos ainda, vai ser um longo caminho de tentar ir, eu ainda não fui, eu ainda estou aqui.

É segunda, vai ser mais fácil do que ontem, domingo,mas tenho medo do feriado no meio da semana, torço para que o trabalho exija muito  de mim, e que as matérias da faculdade se tornem mais difíceis, vai ficar mais fácil ir até lá.
É hora de me recolher.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Vim aqui me desculpar, me desculpar com todo mundo que conheço pela minha rispidez contínua e agressiva.
Queria dar um pouco de doçura aos que aguentaram tantas pedras nos últimos tempos.
Maltratei pessoas especiais por frustrações mesquinhas.
A minha falta de cor, me impediu de ver a cor de vocês, e isso me fez perder a fé.
Desculpem pelo sorriso amarelo e olhar cinza que dei a todos vocês, sempre tão importantes, pelos espinhos e arranhões que plantei e causei nas nossas relações.
Espero que daqui para frente eu consiga dar de novo o melhor de mim, e voltar a colorir as nossas proximidades.
Obrigada por não desistirem.

terça-feira, 23 de abril de 2013

É tão legal! Sim, legal dessa forma infantil e vislumbrada mesmo. Saber que passou perto, mas que não perdi a leveza, não perdi a fé nas cores! 
Não fui de toda coragem, mas como tenho sempre uma sorte na vida que nunca sei da onde vem, ela me deu um empurrão, talvez alguns copos jogados também, mas me fez ir...
As cores, elas estão aqui, e é outono! E eu tô leve, eu tô feliz, e eu tô feliz, e eu tô sozinha e eu tô feliz de novo!
"O Sopro que apaga uma vela reacende o que é pra ficar". 

"Na manhã que o amor acabou (...) Os imperativos simples e práticos de verbos serviçais burlavam dores pessoais de pronomes (...)
Foram duas lágrimas. A primeira despencou rapidamente, como um suicida magrinho e sem talento. A segunda ficou um tempo ninada pelas bordas até que caiu já quase seca nem passando da metade do rosto. O sofrimento foi tão ralo que sequer alcançou o nariz. Fiquei com preguiça de alguma saudade surpresa crescer escondida e me apunhalar em brechas de fraqueza e carinho, mas ela nunca apareceu e agora, se chegasse, seria só uma fantasia bordada de última hora pelo tédio. Na manhã que o amor acabou, eu cismei que probióticos me protegem de não pegar gripe e que pego gripe sempre que o amor acaba. Me enchi de iogurte e isso me mostrou uma novidade em ver um amor acabando: era momento de adorar cabisbaixa uma história mas eu estava mais ocupada em me lançar cuidadosa aos dias que nem existiam(...)
E só porque o cinismo nos dá gosto também pelo jogo do tudo a mesma merda (...) a vida seguiu tão normalzinha, (que) Ficou a suspeita de um espasmo de vício humilhado pela desimportância do costume". Trechos de Tati Bernardi

"Vai ser difícil acertar o beijo na bochecha, depois de tanto tempo beijando a sua boca que era tão minha. Mas vai. Tudo vai. A partir de agora é tudo novo, é tudo de novo. A partir de agora, em todo cair de suor e de lágrima, estou ficando cada vez mais leve e expelindo você."

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Talvez eu só precise poder confessar, precise não fingir que não sinto ou não tentar alinhar os sentimentos, pode ser que os sentimentos nem sejam 'identados' hierarquicamente.
Pode ser que eu nem precise formalizar e estruturar o que pode ou não me fazer respirar mais fundo.
Eu queria poder dizer que acabou, que nunca esqueci ou que tenho pensado muito.
Gostaria de poder sentir agora e não sentir mais nada no próximo segundo e voltar a suspirar no terceiro.
Eu só queria ter coragem, me falta tanta.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Assim, quase de forma platônica, eu passei a admirar o que nunca iria me pertencer, já que faço da minha vida palavras, palavras cortantes, palavras gritantes e descabeladas.
O silêncio, que pelo seu mistério me fez apaixonada e frustrada.

segunda-feira, 11 de março de 2013


Eu tive medo.
Tive medo de um dia não ter do que lembrar, de não ter história pra contar, nem de um amigo antigo pra abraçar.
Tive medo de não ter sofrido por amor, de não ter morrido de ódio do absurdo, ou de não ter acreditado cegamente que tudo daria certo.
Tive medo de não ser capaz de me doar, de não ser igual e de não fazer parte da festa final.
Tive medo de não ser como a minha mãe, de parecer demais com o meu pai e de não ter abrigo pra voltar.
Tive medo de ser rebelde demais, de ser alheia demais e me faltar.
Tive medo de não ter caminhos, de errar escolhas, de cair e não levantar.
Tive medo de depressão, de câncer, de ser firme e de ter certeza  do fim.
Tive medo de não poder me soltar, de ser certo demais, de ser errado de menos e de dançar.
Tive medo de gostar de outra coisa, de ser feliz sem precisar, de rir na hora errada e de não rir nunca mais.
Tive medo de sentir vergonha de mim e de não conseguir aguentar.
Tive medo de sair sozinha e de ter compania pra toda vida.
Tive medo de dar o primeiro passo, de dar uma abraço apertado e de pedir desculpas sem culpa.
Tive medo de ser injusta e de ser justa a ponto de não saber ponderar.
Hoje tenho medo ainda de quase tudo e de ficar muda sem poder brigar.
Tenho tanto medo do futuro e por também ter medo de um dia não ter medo, continuo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013



E eu me sentia tão forte, a cada vez que caía eu levantava com uma velocidade incrível, acontece que não há corpo de super-herói que aguente a tantos tombos sem precisar de cada vez mais tempo para se recuperar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dessa vez eu não fiz plano algum, não criei estratégias, não tentei dar o troco, eu simplesmente fiz o que quis, e fazer o que quero me distancia de certas coisas, escolhas tem o efeito colateral de "desescolher" outras possíveis oportunidades.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O problema de deixar-se conhecer por outros é que eles acabam por nos lembrar do lado que lutamos tanto  para esquecer.