quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

‎"Adeus, meu amor, logo nos desconheceremos. Mudaremos os cabelos, amansaremos as feições, apagarei seus gostos e suas músicas. Vamos envelhecer pelas mãos. Não andarei segurando os bolsos de trás de suas calças. Tropeçarei sozinho em meus suspiros, procurando me equilibrar perto das paredes. Esquecerei suas taras, suas vontades, os segredos de família. Riscarei o nosso trajeto do mapa. Farei amizade com seus inimigos. Sua bolsa não se derramará sobre a cadeira. Não poderei me gabar da rapidez em abrir seu sutiã. Vou tirar a barba, falar mais baixo, fazer sinal da cruz ao passar por igrejas e cemitérios. Passarei em branco pelos aniversários de meus pais, já que sempre me avisava. O mar cobrirá o desenho das quadras no inverno. As pombas sentirão mais fome nas praças. Perderei a seqüência de sua manhã - você colocava os brincos por último. Meus dias serão mais curtos sem seus ouvidos. Não acharei minha esperança nas gavetas das meias. Seus dentes estarão mais colados, mais trincados, menos soltos pela língua. Ficarei com raiva de seu conformismo. Perderei o tempo de sua risada. A dor será uma amizade fiel e estranha. Não perceberei seus quilos a mais, seus quilos a menos, sua vontade de nadar na cama ao se espreguiçar. Vou cumprimentá-la com as sobrancelhas e não terei apetite para dizer coisa alguma. Não olharei para trás, para não prometer a volta. Não olharei para os lados, para não ameaçá-la com a dúvida. Adeus, meu amor, a vida não nos pretende eternos. Haverá a sensação de residir numa cidade extinta, de cuidar dos escombros para levantar a nova casa. Adeus, meu amor. Não faremos mais briga em supermercado, nem festa ao comprar um livro. Não puxaremos assunto com os garçons. Não receberemos elogios de estranhos sobre nossas afinidades. Não tocaremos os pés de madrugada. Não tocaremos os braços nos filmes. Não trocaremos de lado ao acordar. Não dividiremos o jornal em cadernos. Não olharemos as vitrines em busca de presentes. O celular permanecerá desligado. Nunca descobriremos ao certo o que nos impediu, quem desistiu primeiro, quem não teve paciência de compreender. Só os ossos têm paciência, meu amor, não a carne, com ânsias de se completar. Não encontrará vestígios de minha passagem no futuro. Abandonará de repente meu telefone. Na primeira recaída, procurará o número na agenda. Não estava em sua agenda. Não se anota amores na agenda. Na segunda recaída, perguntará o que faço aos conhecidos. As demais recaídas serão como soluços depois de tomar muita água. Adeus, meu amor. Terá filhos com outros homens. Terá insônia com outros homens. Desviará de assunto ao escutar meu nome. Adeus, meu amor." Fabrício Carpinejar

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Que eu tenha, unhas, e metabolismo suficientes para superar todas as minhas crises de angústia e ansiedade. Amém.

  • - Entendo.- É bom chegar nessa fase.- É.- Pena que o ciclo sempre se repete. E a gente volta a ser louca e neurótica.- E se repetirá Mil vezes. Mas seremos neuróticas diferentes.- Acho que só mais enrustidas, mas seremos sempre as mesmas neuróticas.- Pois é. Mas não deixaremos mais que eles nos vejam sendo tão neuróticas, que sejamos só para nós.- E eles sempre com a vantagem, seremos mulheres mais domáveis e continuaremos a sofrer e corroer, não tem saída.- Tem, morra e nasça homem.Parabólica e Tilla.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

E pela primeira vez em toda a minha vida - e digo isso sem exagero - eu sinto a necessidade de desligar o foco e sair de cena.
E venho aprendendo a parar de me explicar, parar de tentar me entender e de verbalizar o que sou, todos somos complexos demais para concluir uma narrativa a seu próprio respeito, afinal existem 'EUs' em demasia em um único corpo, e nunca sei se esse que escreve é o real ou a fantasia de ser quem não se é.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece." Charles Bukowski

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"Talvez a solidão seja meu carma, quanto mais me aproximo de alguém, mais me distancio de mim".

O problema é que eu não aceito que doa, eu nunca me permiti doer, eu sigo, eu simplesmente sigo, o que eu puder fazer para não sentir o peito rasgar e o chão sumir eu faço, seja isso te implorar para ficar, ou engolir o choro amanhã e sorrir.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Se a gente pudesse escolher, era melhor não ser obrigado pela vida a enxergar as coisas ruins que ela trás, a inocência deveria ser uma opção válida.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

- O que você tem?
- Nada, só estou cansada de segurar o choro na garganta.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012


Em mais uma das provações que temos que passar na vida, fiz outra descoberta a meu respeito.
Percebi que eu realmente não gosto de fazer coisas erradas, não por ser uma boa garota, querer aprovação ou ter boa índole, a verdade é que quando se faz coisas erradas adquiridos cúmplices, e a partir daí colocamos nas mãos de outra pessoa a decisão pelo próximo passo a ser dado, nos tornamos dependentes e ser dependente é  o princípio de todos os meus traumas. Prometi com a minha prepotência de uma menina que nem tinha alcançado a adolescia que eu não me deixaria tornar dependente de nada e nem de ninguém por qualquer motivo que fosse, e desde então construi meu alicerce na base de a todo custo ser por mim somente eu.
É mais cômodo se assumir do mal do que sustentar toda a estrutura de um bem inexistente.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

"Eu sei, companheiro! Bunda seduz. Peito seduz. Vestido mostra útero seduz. Seduz quem quer um troféu. Seduz quem quer uma noite. Seduz qualquer ser que tem o tesão como objetivo singular - como se a vida se resumisse numa odisséia sexual. Depois que você se conhece, depois que você se ama e descobre o que quer - o que te seduz é a sintonia. Sintonia de essência. Sintonia de horizontes. Sintonia de pensamentos. Sintonia de cheiro, de respeito, de amor próprio. Sintonia… Essa menina rara, que brinca de esconde-esconde. Que parece impossível, que se mostra ausente dia após dia - e que numa hora, num segundo, num verdadeiro passe de mágica - desce do céu e te mostra que os desencontros valeram, que todos erros e tudo mais aconteceu do exato jeito que tinha que ser. E então, finalmente, sua fé em Deus e cada uma de suas prosas com ele ganham um sentido maior - não parece que é amor - não tem jeito nem cara de amor - é amor, apenas amor - e isso basta."

segunda-feira, 24 de setembro de 2012


Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Me sinto esquisita à beça usando um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu anti socialismo interno.
Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada.Sou autoritária, teimosa, impulsiva e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos.
Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei onde vão parar minhas idéias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga.
Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua.Sou muitas mulheres numa só, e alguns homens também."

Martha Medeiros

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Antes tinha um canto, e precisava do mundo... hoje, tem o mundo e precisa de um canto!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sabe quando você percebe que alguém está prestes a te decepcionar, e você implora, bem baixinho como um segredo desesperado: "Não faz isso, por favor, não vai ter conserto"... Então.

sábado, 4 de agosto de 2012

"Eu definitivamente não consigo me desligar das pessoas... Todo mundo é meu pra sempre, mesmo que seja eu quem tenha ido embora"...
E eu promento não jogar nada fora, vou colocar em uma caixinha cada pedacinho seu que tenho guardado, vai ser bom pra quando eu ameaçar perder a fé na vida, lembrar que a gente pode ser feliz daquele jeito, sempre que quiser.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Hoje eu peço:  que ninguém no mundo tenha sombra o suficiente para me fazer perder a fé nas cores. 

domingo, 1 de julho de 2012

Superação


Chega um dia que você desiste, sim, a gente sempre desiste, desistimos um pouquinho de alguma coisa todos os dias, ás vezes por acreditar que algo não nos serve apesar de querer muito, desistimos antes de tentar.
Desistimos de ultrapassar limites, pelo simples olhar desaprovado de alguém e desistimos por nós também, como se do outro lado do espelho existisse outra pessoa fraca e covarde que nos vence - parafraseando uma grande amiga.
Mas chega uma hora que desistimos de desistir e aceitamos o desafio, e com um passo de cada vez, ou uma sequencia de passos de cada vez, a gente avança e chega ao começo do caminho que deveríamos ter trilhado desde o dia que começamos a desistir, e provamos pra nós mesmos que o impossível é só uma desculpa esfarrapada por medo de uma reprovação interna que talvez nem exista.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Enquanto eu estou de fora da brincadeira eu ainda estou te esperando, o seu problema começa quando eu aprendo a brincar sozinha!

sexta-feira, 22 de junho de 2012


"Você vai vivendo, e aquelas coisas tão importantes passam a ser tão insignificantes, quanto as que importam agora eram insignificantes antes que você pudesse perceber essa transição."

segunda-feira, 18 de junho de 2012

 Sem saber se era crime ou castigo
 E se havia outro cordão no meu umbigo
 Pra de novo arrebentar
 Pois eu fui puxado à ferro
 Arrancado do útero materno
 E apanhei pra poder chorar


Raul Seixas

quinta-feira, 31 de maio de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012


Eu não pertenço a lugares, eu não pertenço a pessoas, estou sempre de passagem nunca chego à destino algum, passo a vida rodeada de pessoas, mas tenho só a minha própria compania. O tempo que fico é indeterminado, e por mais difícil que seja admitir, não acredito em 'Para Sempre'.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Vendo aquela foto percebi que as recordações que tenho de você estão ficando cada vez mais escassas, me forcei a lembrar da sua voz sem sucesso, olhei fixamente para seu rosto durante alguns minutos acreditando que você pudesse mudar de posição, mudar a direção do olhar e talvez olhar nos meus olhos para que eu me lembrasse claramente de um gesto, um trejeito ou um afago.
Tenho saudades pai.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Quero te fazer um pedido, mas vou fazê-lo por escrito para que assim as palavras me ajudem a organizar os meus sentimentos sempre tão confusos.

Peço com o coração apertado e doído e o corpo trêmulo que não me olhe nos olhos se eu não for a menina dos teus olhos.

Que não me segure à mão se para você já não seja mais necessário certificar-se que estou aqui.

Não sorria, por favor, se esse já não for mais aquele sorriso que vi pela primeira vez e que eu tinha absoluta certeza ser o motivo.

Vá embora, se a minha ausência já não for mais notada, vá embora se já não tiver mais vontade de me tomar nos braços e me levantar tão alto me dando a sensação de tocar o céu.

Me deixe sozinha agora se for me presentear com uma ausência por dia, e uma lágrima por noite.

Não quero receber meio amor, meio sorriso, meia presença.

Eu preciso me doar inteira, ou não me doar nada.

Eu preciso ter você comigo, ou ter você longe de mim.

Preciso de abraços inteiros, afagos inteiros.

E se enquanto estiver lendo tudo isso sentir que algumas dessas coisas já aconteceram, é hora de ir, já não sou mais sua menina.


terça-feira, 22 de maio de 2012

CORAGEM

Tati Bernardi
Se meu coração não se emociona mais com a presença dele, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo ali.
Se não sonho mais, não planejo mais, não desejo mais, não espero mais nada, o que eu estava fazendo ali?
Não te amo mais, queria dizer a ele, pela primeira vez, sem esperar que ele sofresse com isso. Sempre quis que ele sofresse com esse dia. Mas justamente porque eu não o amo mais, nem quero mais que ele sofra. Aliás, não quero mais nada. Só ir embora.
Claro que sobrou um carinho, uma amizade, uma graça. Mas tudo aquilo que era gigantesco, tudo aquilo que parecia ser maior do que eu mesma, que me soterrava, que me transportava pra outra realidade...tinha acabado. Então, por quê?
Quero namorar esse homem? Não. Quero casar, ter filhos, envelhecer ao lado dele? Não mais. Nunca mais. Quero dormir com ele, ainda que daquele jeito errado em que minha solidão procura um abraço e a solidão dele procura sei lá eu o quê? Não. Quero reviver uma memória pra me sentir viva, emprestar uma alegria pura do passado? Não, tô fora de continuar sempre no mesmo lugar, me roubando minhas próprias histórias.
Quero lamentar a falta de um beijo inteiro, um abraço de verdade, um carinho sem medo e uma atenção entregue sem nenhum egoísmo? Não. Não quero mais mudar ou fantasiar ninguém. Deixa o mundo ser como é. Deixa ele ser como ele é.
O que eu queria, que era jogar uma conversa fora com uma pessoa que me conhece tão bem e há tantos anos, eu já tinha conseguido. Matar o tempo, rir da alma. E só. Coisa de no máximo uma hora. Mas eu já estava lá há duas.
Quando ele finalmente parou de falar e a minha cabeça parou de gritar, o silêncio me contou um segredo que há muito tempo eu já desconfiava: é preciso coragem pra sair do automático.
Quando minha mãe briga comigo, mesmo ela sendo uma senhorinha fofa e eu tendo o dobro do tamanho dela, sinto uma espécie de medo descabido e antigo, como se eu ainda fosse aquele menininha de maria-chiquinha. É o sininho do Pavlov, que fazia o cachorro babar por comida mesmo que não estivesse mais com fome. A mente é automática, viciada, comandada, acostumada.
Quando entro em um avião, mesmo eu tendo mais de trinta anos nas costas e milhas acumuladas de muitas viagens, minha mente insiste em me mandar lembranças da mesma menina de maria-chiquinha, que tinha medo de ficar longe da mãe, que passava mal longe de casa, que odiava lugares fechados e altos.
E é por isso que quando ele, a pessoa que eu mais amei no mundo (amei sem os bloqueios e sem a amargura que veio depois de tanto amor) me pede pra ficar, eu fico. Se alguma química do meu cérebro obedeceu aquela voz por anos, por que haveria de parar de obedecer agora?
Mas ontem, quando finalmente peguei minha bolsa e fui embora, senti um alivio imenso e novo. E combinei que meus pensamentos condicionados não mandam mais nada. Nadinha. Chega de ser comandada pela parte mais sem alma da minha existência.
Ainda que encarar um coração vazio seja mais assustador do que obedecer à velhos padrões, o prazer da coragem é sempre muito maior que qualquer susto.

segunda-feira, 21 de maio de 2012


A gente julga, aponta, ri, tira sarro, fala alto, se irrita, mas nunca sabemos o que se passa naquela vida que está a nossa frente.
Desconhecemos todas as estruturas e desestruturas que esconde aquele rosto arrogante e teimoso.
Nunca vamos saber o que houve para aquele homem falar tão baixo, será que já nasceu com esse olhar tão desesperançoso, que faz os movimentos do corpo parecerem tão pequenos e desacreditados?
O que houve para aquele menino ser tão hostil?
Em que parte do caminho ela perdeu as cores e a vontade de sorrir?
Só cabe a nós vermos a carcaça, é só o que podem nos mostrar, é só que podemos mostrar.
Vemos o sorriso amarelo, o exagero de meiguice falsa, as palavras ríspidas, a risada sarcástica, a responsabilidade irritante, o olhar distante, o cumprimento desinteressado, a angústia ansiosa e eufórica, as palavras mesquinhas, a autoridade excessiva, o humor estonteante fora de hora, a alternação constante de temperamento.
Nunca vamos saber a origem de cada uma dessas defesas tão singulares, não deveríamos nos esquecer que cada indivíduo tem motivos suficientes para ser quem é.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

E existem as pessoas normais, as pessoas com perfis normais, irritantemente iguais a todo mundo, e elas querem vidas comuns, elas querem tranquilidade mas não simplicidade, elas querem casa, carro, dinheiro, e a ultima coisa que querem são sentimentos, sentimentos dão trabalho, sentimentos sufocam, não só os ruins, o amor sufoca, a alegria sufoca, a dor sufoca, nos falta o ar, falta porque chega um ponto que as sensações não cabem no peito e precisam explodir e elas não aguentam o fato do peito precisar explodir, as lagrimas ardem os olhos - chorar é feio, não se pode chorar, não se pode viver, tem-se que aguentar! A gente sobrevive para aguentar, aguentar a vida comum e sem graça, a rotina banal e sonsa que mastiga a salada sem sal e te obriga a sorrir.
Viu como o dia está bonito hoje? Está um típico dia de outono!
Fresco com um sol forte, mas que não queima.
O outono me traz sensações muito boas, e toda vez que sinto coisas boas penso em você, como hoje enquanto eu estava voltando para o trabalho.
Fico feliz de tempos em tempos quando penso no fato de ter te achado.
E a ultima coisa que penso é no seu sorriso se soubesse desse pedacinho do meu dia.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Os homens são tão exigentes em relação ás mulheres, esperam bumbuns durinhos e redondinhos, barriga saradinha, cabelos bem cuidados, sorriso no rosto, personalidade, inteligência, e tantas outras coisas secretas ou não.
E nós mulheres estamos sempre prontas para a próxima maratona em busca de um único objetivo comum: Não ser rejeitada.
É uma guerra de vida cuja vitória é: 'estar com tudo em cima' para a primeira gostosona que passar tirar atenção os nossos respectivos 'homens' ou pretendentes.
O que não percebemos é que na maioria dos casos nós não olhamos para eles.
Se não fosse essa mania idiota de ter um homem para ser mulher de verdade, perceberíamos que a maioria deles está caindo aos pedaços e não merecem a mulher que têm.
O vizinho gordo da esquina que deixa a mulher triste e deprimida porque ela não tem mais o corpo de 20 anos atrás, sendo que ele se tornou o cara mais nojento do universo e não merecia ter nem a pior mulher do planeta.
O namorado ogro e chato que sequer sabe sorrir e fica babando pela sua melhor amiga, e de tão tedioso não deveria conseguir nem você, nem ela.
O metido a endinheirado que despreza a mulher que realmente gosta dele porque ela não é tão perfeita como 'deveria' e merece ser roubado pela mulher mais gostosa do melhor filme pornô que já viu.
Aquele baixinho metido a melhor amigo que fala mal de toda mulher que vê pela frente e sequer consegue alcançar o ombro delas.
O baladeiro sem cérebro que namora com a gostosa que tirou a atenção dos caras do bar e por já ter conseguido ela quer uma muito melhor.
E nós? Estamos aqui idiotamente tentando ser perfeitas, tentando não borrar a maquiagem, frustradas por não termos nascido belas e gostosas, mudando cabelo, nos equilibrando em saltos cada vez maiores, pintando as unhas no horário de almoço, levando horas escolhendo a melhor roupa,  pra um dia perceber que quanto mais o tempo passa, menos seremos suficientes.
Deveríamos olhar as coisas com mais clareza, no mundo atual todas as mulheres são muita areia pro caminhãozinho de qualquer babaca.

Eu?
Eu passo a vida fingindo, fingindo ser quem eu nunca fui, e quando se conta uma mentira, ou você a carrega durante muito tempo ou perde todas as suas referências (que são falsas, sim, mas são as únicas que te mantém em pé).

Aí fico aqui estagnada, hora ou outra penso em jogar tudo para o alto e voltar... É quando eu percebo que não tenho para onde voltar e a única alternativa é seguir adiante, pra talvez um dia, abandonar todos os sapatos 36 e ficar descalça de novo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012


Eu só queria ir pra casa, abrir mão de tudo o que consegui até agora, colocar meu pijama e ficar na cama até a turbulência passar.

É assustador como eu consigo me confundir em tão curto espaço de tempo, abraço tudo, faço tudo, quero tudo e de repente eu quero simplesmente ir embora da vida que eu mesma lutei tanto para que fosse minha.

O fardo é tão pesado, que é necessário ser forte todo tempo e ser forte esgota.

Eu não sou uma supermulher eu tenho medos e vontade de fugir, e hoje eu só quero fugir de mim!

sexta-feira, 2 de março de 2012

E Se um dia nós dois iremos embora, por que não aproveitamos que estamos nós dois dispostos agora?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

É demasiadamente frustrante ganhar sem ter ninguém pra aplaudir, será que por ai tem alguém que ao menos se incomodou um pouquinho com a minha vitória?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O ritmo está dentro de todos nós desde que nascemos e suas variáveis afloram naturalmente dentro de cada ser humano, todas as artes são ritmadas, embaladas por alguma sequência de sons, o ritmo forma e educa poetas, músicos, pintores, atores, e nós fomos formados dançarinos.

Dançarinos que acreditam que juntos podem compartilhar de um poder individual e intransferível, para torná-lo cada vez mais forte, usando como ferramentas, a união, o respeito, a amizade e o entrosamento natural de dois amigos unidos por um dom em comum.
Apelidamos tudo isso de Taux Beat e o nosso principal objetivo é movimentar o corpo no ritmo da música.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Não sou do tipo de mulher que acha que todos os homens são cafajestes e que mulheres sempre são vítimas, pra ser sincera acredito até que existe uma grande parcela de culpa da mulher em situações de discórdia e que homens são mais verdadeiros quando amam do que nós mulheres.
Fico observando as coisas que acontecem ao meu redor e percebo que nós, todos nós, homens e mulheres, nos enganamos o tempo todo, e nos enganamos por vontade própria!
Óbvio que não conseguimos enxergar isso claramente, mas alguma coisa dentro da gente sempre sabe que estamos indo pra um caminho errado, e mesmo assim escolhemos arriscar! O que não é nada ruim, calcular tudo o tempo faz com que percamos o brilho dos olhos, o problema é não assumir o risco e se esconder atrás de desculpas astrológicas, destino e outras coisas.
Aí a história sempre se repete!
Percebo que as pessoas gostam de sofrer! Absurdo? Não! Elas gostam! Se apaixonam pelo fato de estarem apaixonadas e se enganam acreditando "que sofrer é amar demais".
A intensidade das coisas não pode ser calculada pelo tempo, mas pode ser calculada pelo que sentimos! E a maioria das pessoas finge que sente, ainda não descobri o real motivo disso, talvez e mais provável, pelo insuportável medo de serem sozinhas, e algumas sequer sabem o quanto isso é agradável e gratificante.
Não tem liberdade maior do que estar sozinha, e ter espaço suficiente para respirar fundo.
Essa sensação deveria ser uma espécie de inconsciente coletivo, mas o fato das pessoas não se suportarem a ponto de precisarem transferir parte do peso à outra pessoa faz com que se submetam a relacionamentos cada vez piores e fracassados.